O encerramento de um ciclo

Editorial do nº 3 da edição impressa da Libertária

Com este número encerramos a tarefa que assumimos no primeiro número, a de biografar os três pioneiros do socialismo democrático alemão (apodado de social-democracia lá fora, termo usurpado pela direita portuguesa há muito), primeiro com Eduard Bernstein, depois Karl Kautsky e agora, finalmente, August Bebel, os três signatários do Programa de Erfurt do SPD que romperia com o marxismo revolucionário e acabaria por defender que a conquista do socialismo se podia concretizar por via das eleições, sindicatos e reformismo político, passo a passo.

Este número da Libertária traz-nos também algumas novidades, sendo a mais relevante o aumento da tiragem, a redução do preço de capa e, ao contrário do que sucedera até agora com a excepção da Libraria Barata, a revista passará a estar disponível em várias livrarias físicas independentes em vez da opção única de venda virtual ou em conferências/apresentação da mesma.

A revista optará também por uma via ainda mais pragmática na selecção dos autores que publica, tanto na edição impressa como na digital em libertaria.pt, favorecendo todos os ideários da esquerda democrática, sendo irrelevante o apartidarismo, carreira académica ou filiação partidária dos nossos autores, algo que aparentemente não estava bem patente nas anteriores edições pelas missivas que fomos recebendo na nossa correspondência.

A revista manterá a sua irregularidade uma vez que depende estritamente do voluntarismo pro bono dos seus colaboradores, apostando contudo numa maior frequência na actualização das suas páginas nas redes sociais e portal, onde conta já com mais de 3.000 seguidores.

Esta publicação não tem qualquer intenção de se tornar num órgão de comunicação social, tenciona antes tornar-se num órgão de doutrina e ideologia que tenha por objectivo último a defesa de medidas e políticas realmente socialistas que vão ao encontro dos interesses e da elevação do homem comum.

Editorial publicado no 3º número impresso da Libertária, que pode consultar aqui e encomendar na Wook ou na Bertrand.

Flávio Gonçalves é cronista, crítico e difusor literário na edição em língua portuguesa do jornal digital Pravda.ru, diretor da revista “Libertária”, tradutor, autarca, membro do Conselho Consultivo do Movimento Internacional Lusófono, sócio fundador do Instituto de Altos Estudos em Geopolítica e Ciências Auxiliares, ativista do Conselho Português para a Paz e Cooperação e das campanhas internacionais Tirem As Mãos da Venezuela e Hands Off Syria Coalition, é colaborador do Centre for Research on Globalization (Canadá) e do Center for a Stateless Society (EUA), ex-jornalista na revista “Your VIP Partner” e no semanário “O Diabo”. Anima o blogue Autarkies.com em língua inglesa.