Uma abordagem suave à mobilidade suave

Na gestão da mobilidade das cidades do século XXI é preciso evitar, ao máximo, intervenções radicais ou grandes obras públicas e privilegiar cada vez uma abordagem suave à mobilidade suave que não crie conflitos com moradores e que, pelo contrário, integre as suas propostas e preocupações num processo participativo, participado e eficaz.

Em vez de dedicar grandes orçamentos em grandes obras que geram sempre e necessariamente grandes anticorpos sociais e acabam por corroer e reduzir a eficácia de qualquer iniciativa pública os decisores políticos devem procurar impactar mais os cidadãos e a qualidade de vida das suas comunidades num conjunto consistente, integrado, harmonioso e intensamente desenvolvido em proximidade e em processos participativos (eficazes) com as populações que são directamente afectadas por essas intervenções.

Acredito assim que é possível fazer Uma abordagem suave à mobilidade suave nas cidades e municípios de Portugal, sem “grandes obras”: caras e disruptivas, reforçando muito os transportes públicos e as suas redes de interligação e construindo toda esta estrutura de zonas verdes e de jardins verticais nas zonas onde estes não forem possíveis de serem construídos de forma horizontal e convencional.

Rui Martins