É difícil ser ouvido

Na freguesia do Areeiro (Lisboa) é difícil ser ouvido.
Ter uma voz.
Sentir que temos qualquer (a menor) capacidade de influenciar a gestão autárquica.
Posso ser capaz de chegar aos Media (locais e nacionais)
Posso escrever em 4 ou 5 jornais locais e nacionais
Posso conseguir chegar a muita gente nas administrações locais e centrais
Mas é praticamente impossível chegar à minha Junta.
E a certeza de que não existe vontade, disponibilidade e capacidade para escutar os cidadãos.
E sendo uma freguesia a primeira, principal e mais próxima instância de democracia.
Isto representa, também, uma doença da própria democracia
É também minha convicção que a complicação de regras de participação na assembleia (inscrição prévia e por mail, apresentação prévia das questões, falta de confirmação de recepção da inscrição, etc);
Que a ausência – crónica – de cidadãos nas assembleias e
Que a ausência sistemática de respostas a questões apresentadas em Assembleia são sintomas nítidos de uma doença democrática local.
Uma doença da Democracia Local: a Doença Subparticipativa.
ou não estaria instalada – de forma quase unânime – esta sensação de distanciamento (ver os números da abstenção) da Política nacional e local (que poderia ser a antecâmara da primeira) na maioria dos cidadãos e eleitores.
Para reflectir.
Para todos: Eleitos e Eleitores.